Por onde germina orvalho
do teu sabor de mulher
quem te fez assim?
para olhar-me desconcertante
para olhos tão distantes
como os meus
Tortura!
Injusta são as curvas
que me separam das tuas
perante meu desejo
padecem minhas lembranças
dos lábios teus
Não ei de topar-te em destinos
em fervura se sangue corrente
brandura de pele suave
nem almas latentes
pelo prazer da carne
pecado.
Lucas Santana
21 de agosto de 2010
21:25
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Dominadora
Dona Solidão, sedutora como o mar
que nos rouba o tempo a fita-lo
Perco horas com ela
ficamos sós quase sempre
eu calado e ela a olhar-me
Ela se veste, as vezes
espalha roupas pela casa
deixa os pratos sujos
e segura-me na cama até as dez
não apronta o almoço e leva-me
para almoçar no balcão da padaria
Não larga-me por nada.
Segura em minha mão e
joga-me na cama novamente
faz tanto que chego a dormir
estou amarrado a ela
ou ela amarrou-se em mim?
sei lá...
só sei que ela não quer o divórcio
e sempre joga um charme
veste uma renda bordada de silêncio
conquista-me novamente,
tranca a porta
e não me deixa conhecer
o mundo que existe
longe do teu prazer.
Lucas Santana
28 de Agosto de 2010
00:59
que nos rouba o tempo a fita-lo
Perco horas com ela
ficamos sós quase sempre
eu calado e ela a olhar-me
Ela se veste, as vezes
espalha roupas pela casa
deixa os pratos sujos
e segura-me na cama até as dez
não apronta o almoço e leva-me
para almoçar no balcão da padaria
Não larga-me por nada.
Segura em minha mão e
joga-me na cama novamente
faz tanto que chego a dormir
estou amarrado a ela
ou ela amarrou-se em mim?
sei lá...
só sei que ela não quer o divórcio
e sempre joga um charme
veste uma renda bordada de silêncio
conquista-me novamente,
tranca a porta
e não me deixa conhecer
o mundo que existe
longe do teu prazer.
Lucas Santana
28 de Agosto de 2010
00:59
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Calvide-me
Tão solene se faz teu canto
ecoando pelas vielas escuras do meu ser
colorindo de paz o sorriso amarelo e sem graça
assim fico vivo.
pouco a pouco...
sem pressa... calma... não vá ainda
ou se vá andando... demora...
então volta...
economiza tua força para resistir a mim
tenta ser mais menos eu
não me veja... ei... ouve?
pena... caiu com o alçar do pássaro
serve para espantar agonias
lá vou... lá vou...
balançando meu corpo como o mar
neste momento em que tento escrever algo que faça algum sentido
mas o que é o sentido? se faço, sinto. É consequência...
palavra que me causa medo... c-o-n-s-e-q-u-e-n-c-i-a
Lucas Santana
18 de outubro de 2010 - 00:22
ecoando pelas vielas escuras do meu ser
colorindo de paz o sorriso amarelo e sem graça
assim fico vivo.
pouco a pouco...
sem pressa... calma... não vá ainda
ou se vá andando... demora...
então volta...
economiza tua força para resistir a mim
tenta ser mais menos eu
não me veja... ei... ouve?
pena... caiu com o alçar do pássaro
serve para espantar agonias
lá vou... lá vou...
balançando meu corpo como o mar
neste momento em que tento escrever algo que faça algum sentido
mas o que é o sentido? se faço, sinto. É consequência...
palavra que me causa medo... c-o-n-s-e-q-u-e-n-c-i-a
Lucas Santana
18 de outubro de 2010 - 00:22
sábado, 17 de abril de 2010
?

Hoje resolvi renascer
resolvi trocar a blusa velha
cortar os cabelos
tirar algumas máscaras do rosto
pintar-me de lágrimas
ser eu.
Resolvi esquecer eu em algumas pessoas
reviver pessoas em mim
assassinar atitudes
e libertar alegrias
que eram reféns dos meus monstros.
O tempo não esquece, apenas torna as coisas mais distantes
não fujo de mim, mas escondo dos meus olhos meus atos
TOLAMENTE.
sou o que sou? mas quem sou?
mas quem era? mas quem irá ser eu há alguns segundos após?
Não sei. Não sabem.
Silencio para não calar-me.
Falo para não aguardarem respostas
olho para saber onde estou
mas continuo sem saber quem irá ser eu
sou apenas o agora e já não concordo
com o que disse na linha anterior.
Lucas Santana
18 de abril de 2010
00:09
sábado, 13 de março de 2010
Alarguidez da alma.
Não há mais vento
nem sabor de tempo
o que era já não sou mais
por um vago, um espaço
medalhas que levam minhas honras
merecem elogios
a mim me resta eu
me restou de ser
meu porco sabor de amanhã
frio, torpe, sórdido, só
ali foi sem avisar
passou lentamente olhando-me
fitando minha face nua
impuramente vazia de silêncio
entupidamente cheia de vazio
loucamente modelada sem molde feliz
espaçadamente com espaços infelizes de felicidade.
Lucas Santana.
13 de março de 2010
23:55
Não há mais vento
nem sabor de tempo
o que era já não sou mais
por um vago, um espaço
medalhas que levam minhas honras
merecem elogios
a mim me resta eu
me restou de ser
meu porco sabor de amanhã
frio, torpe, sórdido, só
ali foi sem avisar
passou lentamente olhando-me
fitando minha face nua
impuramente vazia de silêncio
entupidamente cheia de vazio
loucamente modelada sem molde feliz
espaçadamente com espaços infelizes de felicidade.
Lucas Santana.
13 de março de 2010
23:55
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Contemplação
Hoje o dia amanheceu mais cedo.
Os pássaros já cantavam
Quando despertei para olhar teu rosto,
Concertar os teus cabelos levemente
e ver que você realmente existe.
Queria saber o que pensas quando está com os olhos fechados.
Será que pensas em mim?
Parece tão distante...
Teus lábios levemente serrados,
A respiração que flutua,...
Um conjunto de pureza ao meu lado.
E quando o sol entra pela janela
E toca a tua pele levemente,
Encosto meu rosto em teu peito
Para ouvir um pulsar que diz: Eu te amo.
É uma mística de sentimentos.
Quando então desperta, finjo que estou a dormir
Só para ouvir a tua voz doce a me chamar.
Aquela voz calma que fala ao pé do ouvido
Baixinho... quase que um sussurro...
Então puxo-te a mim, prendo-te aos meus braços
Como um garotinho com medo de se perder na multidão.
_ Calma,...eu estou aqui. Teve pesadelos?
Então nossos olhos se encontram como na primeira vez
Ficamos por alguns minutos a contemplar nosso reflexo
Depois rimos feito criança e ficamos olhando para o teto...
_ Vamos para a praia? O sol está tão lindo.
_ Vamos sim. Vamos preparar o café, chamar as crianças
E fazer hoje tudo que merecemos desse dia.
... e nossos olhares se prendem novamente...
A porta abre-se.
_ Pai, vamos para a praia?
Lucas Santana
30 de julho de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Vozes de um coração
É preciso pintar novos montes
rabiscar novas paisagens com cores que gosto
desenhar uma arvore enorme para ver o quão pequeno sou lá de cima
É preciso arriscar, esquecer o medo, apagar as pegadas do passado.
pra que viver olhando as fotografias amareladas se tenho novas paisagens todos os dias?
se o teu sorriso me inspira a todo instante...
não,... não faz sentido.
Deitarei na areia para sentir a maré subir
e cada vez mais cobrir meu corpo nú de matérialismo
e o sal há de preservar-me o tempero d'alma.
Correrei,... buscarei colocar longe o que sempre esteve perto
e vou me jogar na água de março
maré bravia que rebentou a placenta para o meu nascimento
serei eu. eu serei.
e contigo ei de percorrer todos os mares
vou montar acampamento em teu coração
até que me permita construir a nossa casa
que será perfeita.
coitado dos cardiologistas quando forem examinar-te
ouvirão latidos de cães, canto de pássaros, vozes de crianças felizes
e um grito ao longe dizendo: Amor, vamos logo. o sol saiu fervendo
e as crianças querem brincar na areia da praia.
Lucas Santana
27 de julho de 2009.
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